Prevenção do uso de drogas - programação escolar e fatores
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RKA2MB - Um tópico muito importante em qualquer conversa sobre abuso de drogas
é a prevenção do abuso de drogas,
ou se algo pode ou não ser feito para evitar o abuso de drogas antes que ele comece.
Vamos começar falando sobre o governo.
O governo tenta prevenir o abuso de drogas tornando certas substâncias ilegais.
E, fazendo isso, eles tentam limitar a disponibilidade dessas substâncias, o que é uma forma de prevenção.
O governo também tenta impedir o uso e abuso punindo aqueles que usam e
vendem substâncias.
E a ideia aqui é clara: as pessoas não gostam de ser punidas.
Então, elas não vão usar e abusar de substâncias se isso leva a uma punição.
Outra maneira que faz com que as pessoas tentem evitar o uso e abuso de drogas
é através de vários programas que são destinados a crianças, pré-adolescentes e adolescentes.
E esses programas são frequentemente apresentados em escolas, grupos religiosos e grupos de jovens,
e seu objetivo é parar o uso de drogas antes que ele com
ece.
Você
pode estar familiarizado com alguns desses programas se você vive nos Estados Unidos.
Você pode ter passado por eles quando estava na escola primária ou no ensino médio.
Dois são muito populares: a "Educação para Resistência ao Abuso de Drogas"
e o programa chamado "Apenas Diga Não".
Estes tipos de programas podem ser ministrados por professores e integrados nos currículos existentes,
ou eles podem ser ensinados por alguém de fora da escola,
incluindo palestrantes convida
dos, ou até mesmo
policiais.
E esses tipos de programas, embora um pouco diferentes um do outro,
tendem a se concentrar em três coisas principais. A primeira é a informação factual sobre drogas.
E esta informação é geralmente seguida
por histórias de coisas ruins que acontecem com pessoas que usaram essas substâncias.
Também incluem treinamento que visa aumentar a autoestima da criança,
com o objetivo de ajudá-la a resistir à pressão de colegas que poderiam levá-la a usar droga
s mais tarde.
Tempo e dinheiro foram
gastos implementando esses programas (e eles certamente têm boas intenções),
mas mais de 20 anos de avaliação desses programas mostraram que eles não são eficazes.
Indivíduos que participam desses programas
são tão prováveis a usar substâncias como aqueles que não participam.
Na verdade, alguns estudos mostraram que esses programas podem realmente ser contraproducentes,
ou seja, às vezes há uma taxa maior de abuso de substância
entre indivíduos que
participam desses programas.
E, se houver
alguma eficácia, esta está muito limitada,
e só costuma funcionar por um curto período após a intervenção e não costuma ter um efeito a longo prazo.
Então, só para ficar claro: enquanto há alguns estudos que mostram aumento ou diminuição do uso de drogas
em indivíduos que participam desses programas, a grande maioria deles não mostra diferença alguma.
E, agora, você pode estar se perguntando por que será que estes programas muito bem-in
tencionados
têm altas taxas de fracasso.
Uma razão pode ser
que esses programas têm como alvo crianças que são muito jovens
para entender realmente essas mensagens.
E há um grande número desses programas que se concentram nas crianças
antes de chegarem à adolescência.
Talvez seja muito difícil afirmar que elas vão dizer "não" às drogas antes que elas possam realmente entender
as pressões e as implicações sociais que podem cercar essa discussão.
Mas, ao mesmo tempo, há também programa
s que se concentram em indivíduos na adolescência,
e é possível que os
adolescentes possam ser muito velhos para essas mensagens.
Talvez jovens nessa faixa etária já tenham aprendido sobre o uso de substâncias com seus colegas,
e assim, eles não podem ser influenciados contra o abuso de drogas.
E, como você deve ter notado, essas duas coisas meio que se contradizem.
Então, o que realmente pode estar levando a isso é o conteúdo.
Pode ser que a informação que funciona bem com as crian
ças mais novas não funcione para os mais velhos,
e vice-versa.
Há, provavelmente,
algumas mensagens que podem ser dadas aos adolescentes
que não fazem sentido para alunos do ensino fundamental.
Então, a chave aqui pode ser encontrar o equilíbrio certo de informações.
E talvez esses programas não tenham descoberto esse equilíbrio ainda.
E isso me lembra de outro ponto que eu queria abordar sobre o conteúdo:
os programas que dependem de táticas de medo são, geralmente, ineficazes,
e
não entendemos totalmente por que isso acontece.
Pode ser que, apesar de crianças, adolescentes
e pré-adolescentes
compreenderem as mensagens desses programas,
eles podem não pensar nas consequências que a eles se aplicam.
Assim, enquanto eles podem ser receptivos a táticas assustadoras a curto prazo,
isso não afetará a tomada de decisões a longo prazo.
E os programas que apenas apresentam os fatos sobre o uso de drogas
e deixam de fora quaisquer táticas de medo ou mensagens moralist
as?
Bem, acontece que, infelizmente, esses programas também não são eficazes.
E sobre programas que aumentam
a autoestima?
Programas que fazem os estudantes jurarem que vão dizer "não" às drogas?
Como você pode ter adivinhado, seguindo esse padrão,
esses programas parecem não influenciar o uso de drogas.
E sobre aqueles estudos que mostram o aumento do uso de drogas?
Os estudos que mostram que os participantes desses programas
usam mais substâncias do que os não participantes?
Nesse c
aso, é possível que os participantes desses programas sejam levados a pensar
que o uso de substância é mais popular do
que realmente é.
E, de forma não intencional, transmitindo esta mensagem, pode tornar esses alunos
a serem mais propensos a usar drogas.
Também é possível, ao contar aos alunos sobre drogas,
tornando-os conscientes (dando conhecimento geral sobre elas)... pode levá-los a ficar mais curiosos
sobre algumas das drogas que eles tomaram conhecimento.
Nós conversamos muit
o sobre coisas que não funcionam,
e, agora, quero mudar um pouco e falar sobre algumas coisas que funcionam.
Programas que usam
colegas e adolescentes mais velhos para ensinar programas de prevenção de drogas
podem ser levemente mais eficazes do que programas que usam adultos.
Embora o que eu diga não esteja apoiado por todos os estudos;
porque, em geral, é menos sobre quem ensina e mais sobre o que é ensinado.
Programas que se concentram no desenvolvimento de habilidades sociais
mais amplamente,
como ensinar coisas como autocontrole e controle do estresse, obtiveram algum sucesso.
E isso não significa que programas não
devam incluir informações factuais sobre substâncias,
ou mensagens sobre autoestima e pressão dos colegas.
Significa apenas que essas coisas devem ser apresentadas sob outro contexto.
Sei que a tendência é ser muito focado na programação escolar sobre prevenção de drogas;
mas acontece que existem também alguns fatores sociais que podem diminu
ir o uso de drogas,
coisas completamente fora da programação típica de prevenção de drogas.
E, então, eu quero tirar um minuto para falar sobre famílias
e a
maneira com que a estrutura familiar pode influenciar no uso de drogas.
E eu sei que os adolescentes, ao ouvirem isso, não vão gostar nem um pouco.
Então, eu peço desculpas antecipadamente.
Mas alguns estudos mostraram que, quando os pais estão envolvidos na vida social dos seus filhos
(quando eles conhecem seus amigos, e monitora
m suas atividades, e sabem seu paradeiro),
isso parece diminuir o uso de drogas.
Felizmente, há também várias outras coisas que as famílias podem fazer
que não se
relacionam a estarem envolvidas nas atividades de seus filhos.
Uma é se assegurar de que a família tenha uma ligação íntima,
em que os membros da família se apoiam e mostram que a casa é um ambiente acolhedor.
Os pais também podem ter expectativas claras e consistentes, não apenas para o uso de drogas e álcool,
mas tam
bém para coisas como trabalho escolar e tarefas domésticas.
Pode ser útil ter certeza de que a criança se sente como integrante da família,
e não apenas como sendo controlado por
ela,
de modo a permitir que as crianças se envolvam na tomada de decisões familiares.
Mesmo em decisões muito pequenas, estas podem ter forte influência.
Antes de continuar e falar sobre qualquer outra coisa,
quero salientar que a maioria das pesquisas feitas nessa área estão correlacionadas.
Não somos capa
zes de determinar causa e efeito.
Então, pode ser que, estando ao lado das crianças, isso as leve a usar menos substâncias;
ou pode ser que as crianças que não usam substâncias se sintam mais
apoiadas pelos pais.
Ou pode haver uma terceira variável:
talvez ir bem na escola leve os alunos a se sentirem mais apoiados pelos pais,
e também os leve a usar menos substâncias.
E, porque esses estudos não nos dão uma compreensão clara e direta,
isso significa que não podemos tirar conclusões
firmes.
Mas, mesmo com todos esses problemas, estes estudos ainda são importantes
pelo fato de haver um número de estudos experimentais que comprovam isso,
estudos que mostram causa e efeito.
Também tenha
em mente que algumas dessas coisas não se prestam a estudos experimentais.
Não podemos simplesmente pegar um monte de crianças e colocar metade delas em um lar acolhedor
e metade delas em um lar não acolhedor para ver o que acontece.
Tenho certeza de que você concordaria que isso não
seria ético.
Assim, apesar de estudos de correlação sobre esse tema poderem não ser perfeitos,
eles ainda são informativos.
Mas não são apenas os pais que podem ter um papel em reduzir o uso de drogas.
Toda a
comunidade pode desempenhar um papel também.
Alguns estudos mostraram que crianças que têm relações de apoio fora de sua família imediata
tendem a usar menos substâncias.
Professores, vizinhos, figuras religiosas... todos podem desempenhar um papel importante.
Também cois
as como: ter acesso a cuidados de saúde, cuidados infantis,
programação familiar e opções recreativas sem drogas.
Todas essas coisas ou se correlacionam com a diminuição do uso de drogas,
ou foram demonstradas experimentalmente
com intervenções familiares e comunitárias específicas.
E isso implica que as escolas podem desempenhar um papel importante
além de fornecer uma programação específica de prevenção às drogas.
E elas também podem oferecer programação extracurricular e patrocina
r eventos sociais.
Basicamente, elas podem desempenhar o importante papel de dar aos filhos adolescentes e pré-adolescentes
coisas para fazer que não envolvam o uso de substâncias.
Mas essas coisas não afetam todas as crianças
igualmente.
Parece que ter uma comunidade e uma família de apoio é mais importante para as crianças menores,
enquanto que a escola e grupos de amigos tendem a ser mais importantes para adolescentes mais velhos.
Resumindo, não há uma varinha mágica
que possa impedir indivíduos de usar e abusar de substâncias.
Não temos, atualmente, a habilidade para colocar as crianças em uma sala por algumas sessões
e esperar que elas possam mudar suas visões de longo prazo.
Dito isso, tem havido muitas
pesquisas procurando novas estratégias de prevenção de drogas,
e é bem possível que tenhamos mais eficácia em programas no futuro.
Mas, focar apenas nesse tipo de programação não nos dá um quadro geral,
porque a família e a comunidade p
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clinica de recuperação
terça-feira, 6 de abril de 2021